Qual é a marca que queremos deixar no mundo?

Qual é a marca que queremos deixar no mundo?

Ando pensando nisso ultimamente. Talvez por influenciado espantoso sucesso de anônimos nas redes sociais , pessoas comuns que viraram celebridades e enriqueceram falando muitas vezes o óbvio . É que na vida corrida e concorrida que nos propomos a viver atualmente esquecemos as coisas óbvias, essenciais e simples.

São donas de casa ensinando a lavar roupa e arrumar os cômodos de casa, homens ensinando a trocar lâmpadas e fazer tricôt, crianças cantando e dançando, cães fofos, páginas sobre espiritualidade, amizade, família, moda, make, cosméticos e por aí vai! O céu é o limite quando falamos de redes sociais.

Mas será que à nossa volta está tudo tão em ordem assim? Ou nos satisfazemos mergulhadas em um mundo de aparências festivas e superficiais? Será que é esse o mundo que queremos para nossos filhos? Claro que não! E estou cada vez mais certa disso.

Mas não temos como nos descolar da realidade que nos cerca. Esse furacão que nos varre sorrateiramente todos os dias também nos alimenta de coisas boas. O que acontece no mundo é partilhado em tempo integral para quem estiver online, sem censura, cortes e edições. Cabe a nós selecionar nossas “antenas”, e nos conectar com o que nos alimenta de energia boa, de informações verdadeiras e de humanidade. Quando prestamos mais atenção no que é bom, o que é ruim se enfraquece.

E por que não jogar esse jogo a nosso favor? E eu digo isso porque parece que deixamos a simplicidade da nossa realidade de lado para admirar a que está dentro de nossos dispositivos.

Quantas vezes olhamos para aquele bolinho de milho da vovó sem muito apetite para dar um like no canto da telinha? Ou deixamos de lado aquele vasinho de plantas da área de serviço para dar uma curtida em um de manjericão da blogueira. O mundo virtual está à nossa volta e foi levado para um ambiente em evidência .

E quando eu pergunto sobre a marca que deixaremos no mundo, é sobre não perdermos a nossa simplicidade de vez para as redes sociais. Cabe a nós garantir que as redes não dominem nossas vidas, filhos e famílias.

Vamos nos conectar sim, e manobrar isso a nosso favor trazendo para nosso dia a dia as dicas que curtimos nas redes.

Vai um bolinho aí?

 

Colunista Mayra Chacon

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